Lição 05 - 2ºtri Efeitos danosos do complexo de superioridade
Efeitos danosos do complexo de superioridade
PROFESSORES E ALUNOS PRESENTES
Pr. Weligton
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Dc. Maria das Graças
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Pr(a). Lucinelia
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Coper Alveri
Lucio
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Pr. Waldessom e
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coper. Janio
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Pr(a) Clauriones
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Talya
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Pb. Antonio
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Gabriela
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Pb. Fabio
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Amanda
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Dc. Kassia
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Halissom
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Dc. Jaciara
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Pedro
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Dc. Marinalva
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Kesya
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Lição 05 - Efeitos danosos do complexo de superioridade
EFEITOS DANOSOS DO COMPLEXO DE SUPERIORIDADE
TEXTO ÁUREO
“Porque o dia do Senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido” (Is 2.12).
VERDADE APLICADA
A soberba é um mal que precede à queda.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
► Definir complexo de superioridade;
► Mostrar as consequências desse mal;
► Explicar como esse mal se apresenta na igreja.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Dn 3.1 - O Rei Nabucodonosor fez uma estatua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia.
Dn 3.2 - E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3.3 - Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3.4 - E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas:
Dn 3.5 - Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.
INTRODUÇÃO
O assunto que vamos abordar nesta lição nos mostra o quanto uma pessoa pode ser atormentada por falta de autoconhecimento. O complexo de superioridade não é, na verdade, uma patologia. Ele se apresenta em pessoas que não conseguem lidar com o seu complexo de inferioridade.
1. O COMPLEXO DE SUPERIORIDADE NA IGREJA
Na igreja, como em qualquer outro lugar da sociedade, é possível perceber que algumas pessoas demonstram sentir uma incrível necessidade de autoafirmação, apresentando-se como alguém altamente capacitado em todas as áreas. O sujeito acredita ser o melhor em tudo e para todos. Esse tipo de comportamento pode ser um indicativo de que, na realidade, ele sofra do complexo de inferioridade, uma vez que esse complexo se manifesta maquiado como um complexo de superioridade.
O maior exemplo bíblico e teológico de alguém que sofreu deste terrível mal é o próprio Satanás (Is 14.13-15). Nabucodonosor é uma representação de Satanás (Dn 1.1-21).
1.1. O que é complexo de superioridade?
Segundo Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, o complexo de superioridade, na verdade, esconde o complexo de inferioridade. Isto é, o individuo tem dificuldade em lidar com suas próprias limitações tais como: medo da rejeição, insegurança, baixa autoestima, entre outros. Isso leva o individuo a estar sempre querendo se mostrar melhor do que os outros, o que geralmente não passa de uma tentativa de compensação para um sentimento de inferioridade. A pessoa deseja que os outros reconheçam seu valor, porque ela mesma não está convencida de que valha alguma coisa. Vive em busca de elogios e aprovações que a façam se sentir importante, pois não encontra esse senso de valorização dentro de si mesma. No capítulo dois do livro de Daniel, o rei Nabucodonosor demonstra sua incapacidade em conhecer os caminhos de sua psique e vê-se desesperado por não conseguir decifrar o que estava oculto em seu sonho. Sonho este que, ele mesmo já não se lembrava (Dn 2.5).
A falta de autoconhecimento pode produzir diversos sintomas, bem como um comportamento, no qual a pessoa é elevada, cada vez mais, a um patamar de superioridade idealizado por ela.
1.2. A falta de autoconhecimento induz ao erro
Os caminhos da psique, na maioria das vezes, são desconhecidos (Jr 17.9), por isso, é comum vermos as pessoas tomando determinadas atitudes, sem perceberem a razão que as motivam. O complexo de superioridade funciona como um desejo de autoafirmação do próprio individuo, muito mais do que para os outros. A demonstração do poder de Deus, através de Daniel, na interpretação do sonho do rei Nabucodonosor, não foi suficiente para que ele mudasse seu comportamento, e, mais uma vez, o complexo de superioridade do rei o leva a cometer novos desatinos. Ao mandar construir uma estátua de ouro, com vinte e sete metros de altura, por aproximadamente três de largura (Dn 3.1), evidencia seu desejo em tentar provar sua capacidade em fazer um deus mais poderoso do que o Deus de Daniel.
Podemos perceber através desse ato de Nabucodonosor que ele ainda apresentava os sintomas clássicos já citados como responsáveis pelo diagnóstico daquele que sofre de complexo de superioridade, todos que incorrem nesse pecado sofrerão a mesma condenação do diabo (1 Tm 3.6).
1.3. Sintomas mais comuns do complexo de superioridade
Aquelas pessoas que geralmente apresentam um comportamento agressivo ou de prepotência em relação aos outros, na maior parte dos casos, são diagnosticadas como portadoras dessa enfermidade da alma (Pv 21.24). Também podemos encontrar, nessas pessoas, atitudes altruístas, pois buscam provar para si próprias que são melhores do que todos por estar fazendo o bem. No entanto, quando são expostas a momentos de muita pressão e ansiedade, revelam a sua face real apresentando os sintomas do complexo de superioridade (Dn 2.12). Vemos Nabucodonosor, tecendo elogios a Hananias, Misael e Azarias, por suas habilidades e conhecimentos (Dn 1.20), contudo, isso não foi levado em consideração, quando eles não se curvaram ante a sua estátua (Dn 3.15). A atitude de Nabucodonosor em condená-los à fornalha (Dn 3.19-20) revela-nos um dos sintomas do complexo de superioridade, onde a aparente bondade é a máscara que esconde o desejo de ser o melhor para que não se sinta inferior.
Normalmente, quando a verdadeira face daquele que apresentava ser dócil, delicado, agradável e bondoso se mostra; cobra com veemência o que fez em favor dos outros ou da comunidade. O termo popular "jogar na cara" ou o mais erudito "lançar em rosto" é comumente usado por este tipo de pessoa que, em muitos casos, sente-se traído por aquele a quem ajudou ou praticou algum bem, assumindo assim um comportamento vingativo. O melhor exemplo a ser observado é o do bom samaritano que fez o melhor por quem não conhecia e não cobrou nada por isso (Lc 10.30-37).
2. UM MAL EXEMPLO
Sem dúvida alguma, poderíamos citar outros personagens bíblicos, que também ilustrariam bem o tema desta lição, todavia vamos nos deter em analisar a pessoa do rei Acabe. Ele era marido de Jezabel e seu enorme desejo de se sentir poderoso fez com que perseguisse os profetas do Senhor. Seu fim aconteceu tal qual como o Senhor havia dito, e os cães lamberam o seu sangue: "E, lavando-se o carro no tanque de Samaria, os cães lamberam o seu sangue (ora as prostitutas se lavavam ali), conforme a palavra que o Senhor tinha falado" (1 Rs 22.38).
2.1. A ânsia pelo poder
Ao suceder seu pai, o rei Onri, ao trono de Israel (Rs 16.29), Acabe toma uma atitude que desagrada, não apenas ao povo, mas também profundamente ao Senhor. Ao casar-se com Jezabel, filha do rei dos sidônios, ele deixa claro que, em seu reinado, não haveria lugar para o governo de Jeová. E um de seus primeiros atos foi construir um lugar de adoração ao deus Baal (1 Rs 16.31-32), esse comportamento demonstra sua intenção em provar que era poderoso.
2.2. Um homem fraco escondido sob a falsa superioridade
Com o passar do tempo, Acabe se revela um homem fraco e omisso diante das atitudes de Jezabel, que assumiu o comando do reino e mandou matar os profetas do Senhor (1 Rs 18.4), intensificando e solidificando o culto a Baal (1 Rs 18.19). As atitudes de Acabe em tentar se mostrar um homem cada vez mais poderoso e temido pelo povo, na realidade, escondiam sua incompetência e sua insegurança em relação ao domínio que sua mulher exercia sobre ele.
Na maioria dos casos, os indivíduos que apresentam sintomas do complexo de superioridade sofreram algum tipo de pressão por parte de alguém que consideravam superior e, em consequência disso, são levados a adquirirem tais atitudes que podem causar danos irreparáveis em suas psiques.
2.3. Um forte desejo de se sentir superior
Um forte indício de que Acabe era acometido pelo complexo de superioridade, encontra-se no episódio em que ele cobiça a vinha de Nabote. Ele não admitia que alguém pudesse possuir algo de maior qualidade e beleza, uma vez que ele era o rei. Então, revestido da autoridade que sua posição lhe conferia, ordenou a Nabote que lhe entregasse a sua vinha. Uma característica marcante do complexo de superioridade é a de que o individuo não respeita quaisquer instituições ou limites e pleiteia para si todos os direitos (2 Ts 2.4). No entanto, diante da recusa de Nabote, Acabe logo revelou sua baixa autoestima, externando sua fraqueza e seu abatimento por não conseguir a realização do seu desejo. Na presença de Jezabel (1 Rs 21.5-6), o rei revela o seu real sentimento de inferioridade, e mais uma vez, deixa-se influenciar por sua mulher para se sentir alguém superior.
3. UM VELHO CONHECIDO DA IGREJA
A igreja do Senhor conhece bem um ser que, desde há muito tempo, tem tentado de todas as maneiras, parecer superior perante a humanidade. Estamos aqui trazendo ao nosso estudo a figura nefasta de Satanás, que, ao longo dos tempos, não tem poupado esforços para se mostrar superior em suas atitudes, levando muitos a se perderem em seus planos ardilosos, inclusive utilizando sua mais poderosa arma: a mentira (Jo 8.44).
Mentira e soberba são pejorativo de quem sofre do complexo de superioridade. Satanás é o pai da mentira e originador da soberba. Por isso os que incorrem neste erro serão condenados como ele (1 Tm 3.6).
3.1. Uma tentativa desastrosa
Ao se reportar a Eva, no Jardim do Éden, o diabo não mediu esforços para tentar provar seu conhecimento acerca do Criador. Ele se apresentou como detentor do conhecimento e sobre a qual realmente seria a intenção de Deus em relação ao homem. Segundo Satanás, o Senhor teria interesse em manter um segredo, através do qual manipularia o homem como um fantoche em suas mãos (Gn 3.1-5).
Esse terrível desejo do inimigo, em fazer o homem pecar, indica o seu principal sentimento em relação à coroa da criação, isto é, a inveja; por sentir-se inferior. O fato de ter sido criado como anjo com a função específica de servir (Sl 91.11; Mc 1.13) colocava-o em posição inferior ao homem na hierarquia da criação, pois o homem foi criado para louvar e adorar o Criador (Sl 52.9).
3.2. O domínio exercido por Satanás
Pessoas que sofrem de complexo de superioridade se tornam alvo fácil ao domínio de Satanás, uma vez que ele próprio foi acometido desse mal. Quando os profetas o compararam ao rei da Babilônia (Is 14) e de Tiro (Ez 28), percebemos que isso está relacionado ao fato de esses reis terem exigido para si adoração como divindade, à semelhança da atitude do inimigo, o que lhe garantiu o mesmo fim, isto é, a queda.
3.3. O desejo desenfreado de querer ser adorado
Em sua frustada intenção de tentar a Jesus após quarenta dias de jejum, o diabo expõe seu desejo em parecer poderoso e, em determinado momento do seu diálogo com o Mestre, coloca-se como dono do mundo, oferecendo algo que não lhe pertencia em troca de adoração. "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero" (Lc 4.5-6).
CONCLUSÃO
Outros personagens poderiam colaborar com nosso estudo como: Golias, Saul, Ninrode, etc. Porém, mesmo que alguns desses não tenham encontrado a resposta para os seus males, sabemos que todo aquele que se encontra com Jesus, descobre que o menor no Reino dos Céus é o maior na terra (Mt 11.11). Em Cristo, encontramos todas as respostas para usufruir de uma vida abençoada, sem necessidade de parecer superior a ninguém. Sentir-se interiormente inferior, pode levar o individuo a compensar tal sentimento com a superioridade e isso é um indicativo de que precisa procurar ajuda terapêutica.
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